segunda-feira, 11 de maio de 2026

Planejamento, tecnologia e aprendizagem: provocações do PBL 9

 



No PBL 9, o centro do problema é a construção de um planejamento / plano de aula com incorporação de tecnologias digitais, intencionalidade pedagógica e objetivos definidos. 

Enquanto professora com experiência na  Educação Básica, deparei-me com um desafio: como planejar para uma disciplina do Ensino Superior?

Como os desafios são postos para serem superados, lá vamos nós…

Plano de aula

Disciplina: Saberes e didática do Ensino de Língua Portuguesa 

Tema: Oralidade e escrita 

Tempo: 120m

Objetivo: compreender as concepções e interrelações  das linguagem oral e escrita e as implicações na prática pédagógica.  

Metodologia: 

Etapa inicial: Solicitar a leitura antecipada do material, sugerindo anotação de ideias principais e destaque de conceitos importantes.

Leitura do artigo Oralidade e escrita- Luiz Antônio Marcuschi (1997) 

Material complementar: https://youtu.be/XOzoVHyiDew?si=EmQ4amMb2VOJYJcq 

1º Momento: Solicitar que cada estudante registre uma reflexão ou uma citação comentada do texto utilizando o padlet; 

Instigar a turma para comentar na postagens dos colegas, dialogando, argumentando, interagindo. 

2º Momento: Dividir a sala em dois grupos para construção coletiva  e apresentação de mapa conceitual.

Grupo 01:  Práticas de oralidade;

Grupo 02: Práticas de escrita;

Avaliação: A avaliação será realizada por meio da elaboração de um mapa conceitual, no qual os estudantes deverão organizar e relacionar as principais ideias discutidas a partir dos textos, vídeo e atividades realizadas. 


Confesso que ao adentrar no mundo da pesquisa, o objetivo principal nunca foi a docência o ensino superior, talvez por pensar somente na bolha a qual sentir-me envolvida na maior parte da minha jornada profissional, sempre pensei: — A Educação Infantil é onde reconheço-me, é o que sei fazer de melhor! 

O interesse e dedicação pela primeira etapa da educação básica continuam vivos, no entanto, ainda nos primeiros passos do Estágio em Docência no Ensino Superior, compreendo que esse também é um espaço em que posso contribuir. Sigo adentrando nesse mar de conhecimentos, tentando pensar fora da caixa e explorar todos os mundos que forem surgido.  

Tecnologias na educação: estamos olhando mais para a tecnologia do que para a aprendizagem?



Tédio ou ansiedade? 

Iniciamos a aula de hoje refletindo: qual tem sido nosso posicionamento em relação aos PBL’s? 

Discutimos sobre o quanto estamos nos dedicando ao problema de fato, a leitura dos textos ou a atividade proposta. Será que a tecnologia tem sido obstáculo ao invés de ponte? Será que as ferramentas digitais propostas tem sido superiores as nossas habilidade e tem nos causado ansiedade? Conforme explica a Teoria do Flow

De modo muito didático, o professor nos levou a reflexão e a retomada do processo formativa a qual a disciplina propõe, reforçando que nenhuma atividade ou tecnologia deve se sobressair a situação problema e aprofundamento teórico. 


PBL 9  Design de atividades didáticas mediadas por tecnologias

No nono PBL fomos convidados a pensar sobre o plano de aula, um registro tão comum no cotidiano docente, mas que se apresentou como um desafio quanto fomos instigados a planejar uma aula utilizando tecnologias digitais. Maneira que o professor utilizou para nos mostrar na prática qual era o problema central da situação. Em todo o PL somos convidados para em grupo analisar o problema e extrair três questões para direcionamento dos estudos. Hoje um dos questionamento de outro grupo me impulsionou a fazer pesquisas antes dos estudos de aprofundamento teórico: “Qual seria a diferença entre sequência didática e design didático?”

Com base em uma pesquisa superficial durante a aula, entendi o design didático como sendo o processo de planejamento intencional, organizado e fundamentado das experiências de aprendizagem. 

Pretendo debruçar-me nas referências sugeridas para melhor compreender a temática. 

Até nosso próximo encontro!

sexta-feira, 8 de maio de 2026

Integração de Softwares no Ensino STEAM


Como proposta de resolução do problema apresentado no PBL 8, foi desenvolvido um chatbot educativo com o objetivo de auxiliar a comunidade da “Universidade  Estadual de Inovação”  na compreensão sobre como escolher, avaliar e integrar softwares ao ensino STEAM - Ciência, Tecnologia, Engenharia, Artes e Matemática. 

Os textos analisados contribuíram diretamente para a construção das respostas do chatbot ao destacarem que o ensino STEAM não se resume ao uso de tecnologias, mas exige integração entre áreas do conhecimento, protagonismo discente, prática crítica, investigativa e criativa, aprendizagem profunda e estudantes nçao apenas como cossumidores, mas produtores dessa tecnologias. Além disso, os estudos enfatizam que as tecnologias digitais devem atuar como mediadoras da aprendizagem, favorecendo interação, colaboração e inovação pedagógica.

Nesse sentido, o chatbot contribui para pensar uma solução viável para a UEI porque funciona como um recurso de apoio formativo contínuo, acessível e interativo, ajudando docentes a refletirem criticamente sobre o uso de softwares educacionais e sobre a construção de práticas STEAM mais conectadas à realidade dos estudantes e às demandas contemporâneas da educação.

Vamos conhecer e interagir com o chatbot Visconde de Sabugosa? Ele foi escolhido por ser um cientista muito inteligente, pesquisador e sempre disposto a sanar a curiosidade da Emília.

 https://character.ai/chat/R-hSZp34pm2bmjhEM0yuZNf2i1pSy1rxV_WbW7mU9wU

segunda-feira, 4 de maio de 2026

Antes de tudo, O QUE É STEAM?

Mesmo à distância, estou acompanhando o PBL 8 que traz como tema o uso de softwares no ensino STEAM. Confesso que esse termo ainda era uma novidade para mim. Diante da ausência na aula presencial, momento em que perdi as discussões e reflexões do grupo, decidi, antes mesmo da leitura dos textos, buscar compreender melhor o tema por meio de outros recursos.

Assim, assisti a uma palestra do X Simpósio Internacional de Tecnologias Digitais, ministrada pelo professor Dennys Leite Maia, da Universidade Federal do Rio Grande do Norte. O vídeo trouxe maior clareza sobre o que é o STEAM, uma sigla que reúne Ciência, Tecnologia, Engenharia, Artes e Matemática. Por meio de explicações acessíveis e recursos visuais, o professor relaciona cada uma dessas áreas a práticas vivenciadas pelos estudantes: o método científico, quando investigam e experimentam; o desenvolvimento de artefatos, quando inovam e constroem; o uso de protótipos, ao projetarem e planejarem soluções; o design e a criatividade, ao imaginarem e criarem; e a linguagem, ao formularem ideias, resolverem problemas e comunicarem suas descobertas.

Compreendi também algumas características importantes dessa abordagem. O STEAM se baseia em metodologias ativas, com destaque para a Aprendizagem Baseada em Projetos, promovendo uma perspectiva interdisciplinar que rompe com as barreiras entre as disciplinas. Além disso, valoriza o protagonismo e a colaboração dos estudantes, que deixam de ser apenas usuários de tecnologia para se tornarem produtores. Os problemas trabalhados partem do mundo real, do cotidiano dos alunos, o que favorece o engajamento e a construção de aprendizagens significativas.

Por fim, essa abordagem possibilita o desenvolvimento de diferentes habilidades: cognitivas, relacionadas aos conteúdos das áreas; técnicas, ligadas ao saber fazer; e socioemocionais, como colaboração, autonomia e resiliência.

Agora, com um conhecimento básico sobre o assunto, irei buscar aprofundamento teórico por meio das leituras indicadas.

Aprender além da presença



 Mesmo não estando presente fisicamente na aula de hoje, vivi uma experiência significativa de Mesmo não estando presente fisicamente na aula de hoje, vivi uma experiência significativa de aprendizagem. Algo que me chamou bastante atenção foi a relevância do blog enquanto nosso portfólio diário de registros. Ele se mostrou ainda mais potente, pois, mesmo à distância, consegui acompanhar algumas atividades e reflexões por meio dessa ferramenta digital.

Nesse espaço de estudos, tive contato com a Teoria do Flow, que estabelece uma relação entre o nível de desafio proposto e as habilidades do estudante. Quando há desequilíbrio, podem surgir sentimentos como tédio ou ansiedade. Essa reflexão dialogou diretamente com a atividade anterior, em que fomos convidados a criar um protótipo de interface digital. No início, a proposta gerou certa ansiedade, por se tratar de algo desconhecido e, aparentemente, além das minhas habilidades naquele momento. No entanto, a mediação dos colegas responsáveis pelo PBL foi essencial para transformar a experiência em algo instigante e possível. Aos poucos, o que antes causava insegurança tornou-se envolvente, e consegui concluir a atividade com entusiasmo.

Aproveitando esse momento fora da sala de aula, também explorei alguns materiais disponíveis no blog. Assisti ao vídeo “Interface”, de Daniel Furtado, que me ajudou a compreender a interface como uma ponte de comunicação entre o usuário e uma ferramenta, especialmente no contexto das tecnologias digitais. Além disso, conheci reflexões sobre interatividade na educação a partir de um vídeo do sociólogo Marco Silva, que apresenta a ideia de docência interativa. Nessa perspectiva, há uma maior aproximação entre professor e aluno, fortalecendo vínculos afetivos e promovendo uma construção colaborativa do conhecimento.

Essa experiência reforça como o aprendizado pode acontecer de diferentes formas e em diversos espaços, especialmente quando contamos com ferramentas que ampliam nossas possibilidades de participação e reflexão.

sexta-feira, 1 de maio de 2026

Do AVA bancário ao espaço de interação: uma proposta de Oficina Colaborativa de Leitura e Escrita.


Instigada pelaPBL 7, no qual fomos desafiados a debruçar sobre dois conceitos centrais, interface digital e interatividade, retorno aqui após algumas leituras, especialmente do livro “Interação on-line um desafio da tutoria” de autoria de Fernando Silvio Cavalcante Pimentel. 

Com base no PBL 7 , discutimos que muitos cursos na modalidade EAD, o Ambiente Virtual de Aprendizagem (AVA) ainda é utilizado de forma “bancária”: o professor posta a atividade, o estudante responde e o processo se encerra ali. No entanto, após a leitura mencionada, compreendi que a aprendizagem a partir da perspectiva socioconstrutivista, inspirada em Vygotsky, essa lógica precisa ser revista. Aprender não é um ato solitário, mas um processo que se constrói na interação, na linguagem e na mediação.

Partindo dessa compreensão,  respondendo ao PBL mencionado, proponho uma atividade para a disciplina de Fundamentos de Língua Portuguesa, no curso de Pedagogia, que transforma o AVA em um espaço vivo de troca e construção coletiva: a Oficina Colaborativa de Leitura e Escrita.

A atividade se inicia com uma provocação do professor, que apresenta um texto curto acompanhado de uma pergunta problematizadora. Esse primeiro movimento já convida o estudante a refletir e se posicionar. Na sequência, os estudantes participam de um fórum no AVA. Cada um publica sua interpretação, mas não para por aí: é necessário interagir com os colegas, ampliando ideias, questionando pontos de vista e estabelecendo conexões. O passo seguinte envolve a produção colaborativa: em pequenos grupos, os estudantes utilizam um documento digital compartilhado para reescrever o texto inicial, podendo adaptá-lo para outro público, continuar a narrativa ou transformá-lo em outro gênero. Essa etapa exige negociação, escolhas linguísticas e construção conjunta, mobilizando a aprendizagem mediada e a chamada Zona de Desenvolvimento Proximal, em que os sujeitos aprendem com o apoio dos pares.

Para ampliar ainda mais a interação, as produções são socializadas em um microblog, como o Padlet. Ali, os colegas comentam os trabalhos uns dos outros, destacando pontos fortes, sugerindo melhorias e relacionando com os conteúdos estudados na disciplina. O ambiente de aprendizagem, então, se expande para além do AVA, formando um verdadeiro ecossistema digital.

Essa proposta rompe com o modelo “postar e sair” porque garante três elementos fundamentais da abordagem socioconstrutivista: comunicação, interação e aprendizagem mediada. Mais do que cumprir uma tarefa, os estudantes participam de um processo coletivo de construção de sentidos.

Apresento a imagem inicial do meu protótipo: 

 Imagem gerada pela autora por meio da IA generativa CHAT GPT. 

Com o intuito de deixar a proposta ainda mais visual utilizei o Lovable para gerar a interface da Oficina Colaborativa de Leitura e Escrita. Criada a partir do prompt:

“Quero planejar uma atividade colaborativa para disciplina de Fundamentos de Língua Portuguesa, no curso de Pedagogia, com foco no tema leitura e escrita. A proposta deve transformar o ambiente virtual de aprendizagem (AVA) em um espaço de interação ativa, superando o uso tradicional de ‘postar tarefa e sair’.

Estruture a proposta incluindo:

Uma tirinha e uma pergunta “Como a linguagem usada nesse texto revela aspectos sociais e culturais”

Etapas sequenciais que envolvam: 

Participação inicial individual - os estudantes participam de um fórum no AVA;

Interação obrigatória entre colegas - comentários;

Produção colaborativa em grupo usando documento digital;

Socialização das produções em um ambiente interativo: Padlet.

A proposta deve ser detalhada, prática e aplicável em um AVA real, com linguagem clara e foco na promoção de interação significativa entre os estudantes.”


É importante descartar que o design da interface em ambientes virtuais de aprendizagem pode favorecer significativamente a construção coletiva do conhecimento quando é pensada para promover iteração, diálogo e participação ativa. Com base em Costa (2022), um ambiente interativo precisa oferecer ferramentas que realmente possibilitem ao estudante não apenas acessar conteúdos, mas também interagir, colaborar e construir saberes com os outros. Isso implica organizar o AVA de forma intuitiva, com espaços bem definidos para fóruns, chats, produções colaborativas e feedbacks, incentivando o diálogo constante entre os participantes. Além disso, o design deve contribuir para reduzir os efeitos da distância geográfica, rompendo os hiatos próprios da EAD por meio de uma estrutura que favoreça a presença social e a comunicação significativa. Para isso, é essencial equilibrar diálogo e estrutura: ao mesmo tempo em que o ambiente precisa ser organizado e claro, ele também deve ser flexível e aberto à interação, permitindo que os estudantes se expressem, respondam, cocriem e se reconheçam como parte ativa de uma comunidade de aprendizagem.  

A proposta do PBL foi de grande valia para a aprendizagem. Conhecer o loveble e a mediação dos colegas por meio do google  classroom possibilitaram esvaziar o copo e mergulhar em águas mais profundas. 


   .

segunda-feira, 27 de abril de 2026

Tecnologias Digitais no Ensino: entre trajetórias, interfaces e interatividade






 Hoje, antes da aula, na biblioteca, me peguei atravessada por um pensamento simples, mas potente: gratidão. Gratidão por estar vivendo algo que, há alguns anos, parecia distante. Esse sentimento ganhou ainda mais força quando, já em sala, o professor nos provocou a refletir: quantos colegas do ensino médio chegaram à graduação? E, desses, quantos seguiram até o mestrado?  

Essa reflexão não é sobre mérito individual apenas, embora o esforço exista, mas sobre reconhecer que ocupar esse espaço também revela uma posição de privilégio construída em meio a desafios. Estar aqui é, ao mesmo tempo, conquista pessoal e responsabilidade coletiva.


📩Dinâmica: um bilhete para o meu “eu acadêmico”

Assim, iniciamos nossa aula de retorno ao presenteiam, convidados escrever um bilhete para mim mesma, a todo instante pensei “continue, aprofunde-se, mergulhe em águas mais profundas”. Trocamos os bilhetes e recebi: 




Um recado que me fez voltar a nossa primeira aula da disciplina, quantos avanços, quanto aprofundamento. Essa atividade nos conectou com nossa trajetória e também com a dimensão subjetiva da formação.


📱Nomadismo digital 

Seguimos refletindo, compartilhando e conheci um conceito importante o de nomadismo digital, que se refere a pessoas que utilizam tecnologias digitais para trabalhar e estudar de forma remota, sem estarem fixas em um único lugar. Esse fenômeno nos faz pensar: como a educação dialoga com sujeitos cada vez mais móveis, conectados e inseridos em múltiplos contextos culturais?                                                    Com certeza a semana trará mergulhos sobre o tema. 


💻PBL 7: Interfaces digitais e interatividade

Continuando com a metodologia de estudos semanais, chegamos ao PBL 7, fomos desafiados a debruçar sobre dois conceitos centrais, interface digital e interatividade. Mas, o desafio não parou por aí, dessa vez não basta refletir e s rever sobre, devemos entregar um artefato criativo, quadro visual, protótipo, apresentação interativa ou similar. Toda semana aprendemos uma tecnologia, mas algo foi diferente dessa vez, apesar da chuva de informações e orientações para produção do artefato, não paralisei, a curiosidade foi aguçada, as ideias começam a surgir e alimento grande expectativa para as leituras sugeridas. Será que vou conseguir compreender e organizar os conceitos acima mencionados?

Logo mais, volto aqui para contar. Até breve. 


Entre linhas, infâncias e percursos: encerrando mais um capítulo

  Enquanto a tela exibe o blog, o olhar se perde para além do artefato, atravessando corredores, caminhos e paisagens. Talvez seja exatament...