sábado, 11 de abril de 2026

Dispositivos móveis no ensino-aprendizagem

Vivemos em uma sociedade marcada pela cultura digital, em que a aprendizagem ultrapassa os limites físicos da sala de aula. Nesse contexto, os dispositivos móveis assumem um papel significativo quando integrados de forma intencional às metodologias de ensino. Mais do que ferramentas, eles podem atuar como mediadores do processo de aprendizagem, favorecendo a interação, o protagonismo dos estudantes e a construção de conhecimentos em diferentes tempos e espaços.


 https://youtu.be/yekhCQzWZCw?si=K8YuSQmaBqdZ8f8C 


segunda-feira, 6 de abril de 2026

Do simbólico ao pedagógico: a Páscoa e as transformações no uso das tecnologias digitais no ensino



Páscoa é um tempo de passagem, um rito de reflexão, e assim iniciamos a aula refletindo sobre nós mesmos, sobre cada processo individual de aprendizagem, mas também sobre o processo que a turma percorre junto. 

A cada aula que se inicia na disciplina de Tecnologias Digitais do Ensino é um misto de expectativas e inseguranças, academicamente falando ainda sinto que preciso fazer mais, cobro sempre mais, e no decorrer das discussões, das metáforas utilizadas pelo Professor Fernando Pimentel, as inseguranças vão dando espaço às reflexões. 


Com base no PBL 05, no qual construímos uma linha do tempo analisando as possibilidades e limites das incorporação das tecnologias no ensino no Brasil, refletimos coletivamente que o percurso histórico apresenta momentos de incorporação das tecnologias como forma de ampliação (melhoria) em uma concepção  ingênua de modernização, utilizando os aparatos como meio de substituir as tecnologias “tradicionais”, revelando que a inovação pedagógica não acompanhou a modernização das tecnologias, conforme defende Coll (2010) e Pinto (2008). O Estado e as políticas públicas tendem a incentivar sem uma proposta pedagógica de redefinição do fazer docente. Compreendemos que se faz necessária a implementação de políticas públicas voltadas a incorporação das tecnologias tendo como base epistemológica o papel do professor como mediador, concepção de ativo e aparato tecnológico como meio de colaboração e aprendizagem em rede.

Autoavaliação: metade do percurso

Chegamos a metade do percurso da disciplina de Tecnologias Digitais no Ensino, um convite para uma autoavaliação, repensar o que já foi construído até aqui e até que ponto queremos avançar.  


Aprendizagens já construídas até aqui: 

Cheguei a primeira aula da disciplina ainda trilhando em águas rasas, está adentrado ao mestrado já trilhando um percurso mais profundo com a turma de doutorado foi assustador. Com as metáforas utilizadas durante as aulas, fui me abrindo ao novo, permitindo esvaziar o copo para mergulhar em águas mais profundas.

Até aqui, além de reforçar a conceituação teórica em relação as tecnologias digitais, desenvolvi a compreensão de que alguns termos que parecem sinônimos trazem significações muito distintas e conhece-los em sua  etimologia é fundamental também para entendermos as possibilidades e limites  dos artefatos tecnológicos no ensino. 

Minha postura como mestranda no PBL (Problem-Based Learning):

A metodologia da aprendizagem baseada em problema foi algo que ainda não havia desbravado. Durante o PBL admito que me mantive em uma postura de escuta, passividade e consumo de conhecimento. No entanto, essa é uma postura que não dá para manter em um mundo acadêmico  como o mestrado, então, busquei aprofundar os estudos para também contribuir durante as discussões. Considero que ainda tenho muito a desenvolver, buscando argumentar, problematizar para não cair nas discussões baseadas apenas do senso comum. 

Uso do portfólio:

Ao utilizar o blog como ferramenta de diário de bordo ou portfólio, busco registrar as atividade, mas também apresentar meu processo de aprendizagem, desafios, mudanças de pensamento, no entanto sinto que ainda é necessário aprofundar a incorporação desse ambiente como espaço de reflexões. 

Compromissos para a segunda metade da disciplina:

Para a continuidade dessa jornada, reconheço que será relevante  ler os textos com mais antecedência, participar mais das discussões, problematizar, melhorar o portfólio como espaço de reflexões e relacionar a disciplina com  a minha pesquisa. 

Chegar ao meio da disciplina me faz perceber que aprender no mestrado não é acumular conteúdos, mas transformar a forma de pensar. Ainda estou em processo de construção, mas hoje já não penso a educação e as tecnologias da mesma forma que pensava no início da disciplina. Meu compromisso para a segunda metade é aprofundar leituras, problematizar mais e assumir uma postura mais ativa no meu processo de formação como pesquisadora.

sexta-feira, 3 de abril de 2026

LINHA DO TEMPO - Tecnologias Digitais no Ensino: possibilidades e limites

Na última aula, fomos desafiados a analisar um problema relacionado ao uso das tecnologias digitais no ensino, com foco tanto em seus limites quanto em suas possibilidades. Com base nas referências indicadas, fomos instigados a organizar, em uma linha do tempo, os principais marcos da incorporação das tecnologias digitais na educação, identificando, para cada período, ao menos uma possibilidade e um limite desse processo. Essa atividade teve como objetivo compreender como as tecnologias foram sendo inseridas no contexto educacional brasileiro ao longo do tempo, bem como refletir sobre os avanços, desafios e problemas que ainda permanecem no uso pedagógico das tecnologias digitais.



 
 
 
 
Ao fazer uma análise, de modo geral, a relação entre tecnologias digitais e ensino no Brasil foi marcada por grandes expectativas de transformação da educação, porém muitos desafios se repetem ao longo do tempo, muito mais relacionados com a falta de formação de professores, e o uso desses artefatos tecnológicos, que necessariamente a problemas de acesso. As tecnologias digitais ampliaram possibilidades de ensino, especialmente após a pandemia, mas ainda é necessário avançar na integração pedagógica das tecnologias e na inclusão digital para todos os estudantes.
 
Para que as tecnologias digitais contribuam de fato para a aprendizagem, é necessário que ocorram mudanças na formação docente, nas práticas pedagógicas e nas políticas educacionais, pois apenas a presença da tecnologia não garante inovação ou melhoria da aprendizagem, como discutem autores como Valente e e Almeida (2022).

segunda-feira, 30 de março de 2026

Aula 05 - Entre linhas, cartas e infâncias



 

Hoje iniciamos a aula com o desafio de construir, em grupo, um castelo de cartas. Uma atividade lúdica, que incialmente pareceu simples nos levou a refletir sobre seu processo construtivo. Depois de alguns tentativas frustadas nas quais saímos empilhando as cartas sem planejamento algum, o castelo não avançava. Foi então que decidimos pensar por etapas, construímos uma base para neutralizar a superfície e  sustentar as etapas seguintes. Em conjunto fomos agrupando as cartas e o projeto foi tomando forma. 

Ao associar essa dinâmica aos nossos estudos, foi necessário refletir que antes de qualquer processo educativo é necessário planejar, definir a base teórica que sustenta determinada intenção para só então evoluir para as próximas etapas. Pensando na problemática a qual pretendo investigar relacionada as relações estabelecidas entre a formação docente e as práticas pedagógicas que envolvem leitura e escrita, compreende-se também que as concepções de ensino, de infância,  de criança e de aprendizagem precisam estar esclarecidas, pois serão a base do processo e determinantes para a escolha de métodos de ensino. 



sábado, 28 de março de 2026

Diagrama de Ishikawa para analisar a implementação instrumental das tecnologias digitais



Docentes
Relaciona-se à formação, concepções pedagógicas e práticas dos professores.
Falta de formação pedagógica para uso da tecnologia:
Os professores não foram preparados para integrar a tecnologia às metodologias de ensino, utilizando-a apenas de forma básica.
Ensino transmissivo:
Mesmo com tecnologias digitais, os professores continuam utilizando metodologias centradas na transmissão de conteúdo, com pouca participação dos estudantes.

TD e Infraestrutura
Relaciona-se ao uso das Tecnologias Digitais e à infraestrutura tecnológica disponível.
Tecnologia sem intencionalidade pedagógica:
As tecnologias são implementadas sem planejamento pedagógico, ou seja, sem objetivos educacionais claros.
Uso instrumental da tecnologia:
A tecnologia é utilizada apenas como ferramenta de apoio, como repositório de arquivos ou para envio de atividades, sem transformar o processo de ensino e aprendizagem.

Gestão e Cultura Organizacional
Refere-se às decisões institucionais e à cultura da universidade em relação ao uso das tecnologias.
Investimento em tecnologia sem investimento pedagógico:
A instituição investe em equipamentos e plataformas digitais, mas não investe na formação pedagógica dos professores nem na mudança metodológica.
Ausência de acompanhamento das práticas docentes:
A gestão não monitora como os professores estão utilizando as tecnologias, o que faz com que continuem utilizando métodos tradicionais mesmo em ambientes digitais.

Estudantes
Relaciona-se ao comportamento, participação e envolvimento dos alunos.
Aprendizagem passiva:
Os estudantes assumem papel de receptores de informação, sem participação ativa, colaboração ou produção de conhecimento.
Falta de sentimento de pertencimento:
Os alunos não se sentem parte do ambiente virtual ou da comunidade acadêmica, o que reduz o engajamento e aumenta a evasão.

Currículo e Metodologias
Relaciona-se à organização do ensino e às metodologias utilizadas.
Aulas expositivas replicadas no ambiente virtual:
As aulas presenciais tradicionais são apenas transferidas para o ambiente online, sem adaptação metodológica.
Falta de metodologias ativas:
Não são utilizadas estratégias como aprendizagem por projetos, resolução de problemas, sala de aula invertida ou atividades colaborativas.

Avaliação para a Aprendizagem
Relaciona-se às práticas avaliativas da instituição.
Falta de acompanhamento contínuo da aprendizagem:
A avaliação acontece apenas em momentos pontuais,não acompanhando o desenvolvimento do estudante ao longo do processo.
Falta de avaliação qualitativa do ensino:
A instituição avalia apenas notas e resultados quantitativos, sem analisar a qualidade do ensino, das metodologias e das aprendizagens.

segunda-feira, 23 de março de 2026

Aula 04: Esvaziando-se para mergulhar mais profundo

 Dentre as aprendizagens de hoje quero destacar que conheci uma tecnologia que despertou muita curiosidade. Durante a semana fomos convidadas a pensar em um problema para discutir com a turma também uma tecnologia para sintetizar as reflexões. Nesse percurso, conheci o “diagrama de Ishikawa” ou “diagrama espinha de peixe”, trata-se de uma ferramenta visual utilizada para mapear causas raízes de problemas específicos.  Sua estrutura assemelha-se ao esqueleto de um peixe, na cabeça descreve-se o problema, as espinhas principais representam as categorias de causas, e as ramificações menores simbolizam as subcausas. 





Para mergulhar em águas mais profundas, segue a referência de um artigo publicado recentemente, que utiliza a ferramenta acima mencionada.


 Cavalcante, F., Voss, L. & Levino, N. (2025). Transformação digital: diagnóstico e planejamento no desenvolvimento de ações na Universidade Aberta do Brasil. Revista Digital de Investigación en Docencia Universitaria, 19(2), e2097.  https://doi.org/10.19083/ridu.2025.2097 



Dispositivos móveis no ensino-aprendizagem

Vivemos em uma sociedade marcada pela cultura digital, em que a aprendizagem ultrapassa os limites físicos da sala de aula. Nesse contexto, ...