Compreensão individual
Com base nas leituras das referências sugeridas pelo PBL 9 compreende-se que, ao tratar da incorporação de tecnologias digitais no ensino, torna-se cada vez mais necessário parar de olhar primeiro para tecnologia e olhar para o papel do professor, o sujeito da prática educativa, uma vez que não existe uma fórmula fixa em um contexto infinitamente variável. Uma tecnologia extremamente eficaz para uma turma pode não surtir efeito para a sala ao lado, por exemplo.
Lima e Viana (2018) defendem que o professor precisa estar em constante atualização para conhecer as ferramentas disponíveis e selecionar as mais adequadas de acordo com objetivo que deseja alcançar. Perspectiva defendida também, pro Rêgo e Lima (2010), quando afirmam que o professor, agente mediador, além de apropriar-se do conhecimento, deve considerar a realidade do aluno, entender como este aprende e estar atualizado frente às teorias pedagógicas.
Para Koehler (2013) o ensino eficaz com tecnologias digitais só acontece quando há uma intersecção entre o conhecimento tecnológico, pedagógico e conteúdo, o TPACK (technological pedagogical content knowledge). A abordagem de aprendizagem por meio do design, implica dizer que o professor atua como alguém que “projeta” o ensino, planejando, criando organizando e construindo experiências de aprendizagem. Não basta escolher ou “olhar” a tecnologia a ser incorporada, é preciso pensar sobre o que ensinar, como ensinar, quais atividades propor, como os estudantes irão participar, quais ferramentas irá utilizar e como avaliar a aprendizagem.
Trazendo para um entendimento prático, se uma professora da Educação Infantil quer trabalhar consciência fonológica, por exemplo, ela começa a “desenhar” a atividade escolhendo o objetivo, pensando numa brincadeira, decidindo usar uma música criar cartões com letras ou monta jogo no Wordwall e organiza a sequência da aula. Todo esse processo de pensar, testar, adaptar e criar é o design.O foco não é dominar a tecnologia isoladamente, mas usar a tecnologia para construir uma experiência de aprendizagem significativa.
Imagem criada pela autora com uso de IA.
Os textos referenciados no PBL exploram o desenvolvimento de ambientes educacionais inovadores focados na construção do conhecimento, uma base teórica sobre o planejamento pedagógico, defendendo a transição de um paradigma conservador para uma aprendizagem significativa e interdisciplinar. As referências convergem na ideia de que o professor deve atuar como um mediador essencial entre o saber e o aluno. Assim, os textos reforçam a importância da incorporação de tecnologias digitais que promovam a autonomia no contexto escolar atual.
Compreensão coletiva
Movimentando a dinâmica de estudos, no referido PBL fomos instigados a praticar a aprendizagem colaborativa, construindo conhecimento coletivamente e utilizando recursos tecnológicos, como o WhatsApp, para interagir, criar, compartilhar e resolver problemas.
Como resultado das discussões foi construído um framework visual, disponível no link abaixo:
https://elenildoa.blogspot.com/2026/05/framework-de-atividades-didaticas.html
Referências:
HAYASHI, E. C.S.; BARANAUSKAS, M. C. C. “Affectibility” and Design Workshops: Taking actions towards more sensible design. Proceedings of the 12th Brazilian Symposium on Human Factors in Computing Systems. Porto Alegre, 2013. p. 3-12. Disponível em: https://dl.acm.org/doi/epdf/10.5555/2577101.2577106. Acesso em: 07. maio.2026.
KOEHLER, M. J.; MISHRA, P.; CAIN, W. What is Technological Pedagogical Content Knowledge (TPACK)? Journal of Education, 2013. Disponível em: https://www.matt-koehler.com/publications/Koehler_et_al_2013.pdf. Acesso em: 07. maio.2026.
LIMA, I. P.; VIANA, M. A. P. Prática docente com uso de Tecnologias Digitais da Informação e Comunicação: possibilidades e limites. In: MERCADO, L. P. L.; VIANA, M. A. P.; PIMENTEL, F. S. C. (Org.) Estratégias Didáticas e as TIC: ressignificando as práticas na sala de aula. Maceió: Edufal, 2018.
POSADA, Julián Esteban Gutiérrez. Interfaces Tangíveis e o Design de Ambientes Educacionais para Co-construção de Narrativas. Tecnologias, Sociedade e Conhecimento, Campinas, v. 3, n. 1, p. 104-107, dez. 2015. Disponível em: http://www.nied.unicamp.br/ojs/. Acesso em: 07. maio.2026.
RÊGO, Luciane Borges do; LIMA, Maria Vitória Ribas de Oliveira. Didática. Recife: Editora da Universidade de Pernambuco (UPE), 2010. p. 44. Disponível em:http://educapes.capes.gov.br/bitstream/capes/204082/2/Livro%20Didatica.pdf. Acesso em: 07. maio.2026.