Chegamos a metade do percurso da disciplina de Tecnologias Digitais no Ensino, um convite para uma autoavaliação, repensar o que já foi construído até aqui e até que ponto queremos avançar.
Aprendizagens já construídas até aqui:
Cheguei a primeira aula da disciplina ainda trilhando em águas rasas, está adentrado ao mestrado já trilhando um percurso mais profundo com a turma de doutorado foi assustador. Com as metáforas utilizadas durante as aulas, fui me abrindo ao novo, permitindo esvaziar o copo para mergulhar em águas mais profundas.
Até aqui, além de reforçar a conceituação teórica em relação as tecnologias digitais, desenvolvi a compreensão de que alguns termos que parecem sinônimos trazem significações muito distintas e conhece-los em sua etimologia é fundamental também para entendermos as possibilidades e limites dos artefatos tecnológicos no ensino.
Minha postura como mestranda no PBL (Problem-Based Learning):
A metodologia da aprendizagem baseada em problema foi algo que ainda não havia desbravado. Durante o PBL admito que me mantive em uma postura de escuta, passividade e consumo de conhecimento. No entanto, essa é uma postura que não dá para manter em um mundo acadêmico como o mestrado, então, busquei aprofundar os estudos para também contribuir durante as discussões. Considero que ainda tenho muito a desenvolver, buscando argumentar, problematizar para não cair nas discussões baseadas apenas do senso comum.
Uso do portfólio:
Ao utilizar o blog como ferramenta de diário de bordo ou portfólio, busco registrar as atividade, mas também apresentar meu processo de aprendizagem, desafios, mudanças de pensamento, no entanto sinto que ainda é necessário aprofundar a incorporação desse ambiente como espaço de reflexões.
Compromissos para a segunda metade da disciplina:
Para a continuidade dessa jornada, reconheço que será relevante ler os textos com mais antecedência, participar mais das discussões, problematizar, melhorar o portfólio como espaço de reflexões e relacionar a disciplina com a minha pesquisa.
Chegar ao meio da disciplina me faz perceber que aprender no mestrado não é acumular conteúdos, mas transformar a forma de pensar. Ainda estou em processo de construção, mas hoje já não penso a educação e as tecnologias da mesma forma que pensava no início da disciplina. Meu compromisso para a segunda metade é aprofundar leituras, problematizar mais e assumir uma postura mais ativa no meu processo de formação como pesquisadora.