segunda-feira, 15 de junho de 2026

Entre linhas, infâncias e percursos: encerrando mais um capítulo

 



Enquanto a tela exibe o blog, o olhar se perde para além do artefato, atravessando corredores, caminhos e paisagens. Talvez seja exatamente isso que signifique a aprendizagem ocorrida por meio da disciplina:  a possiblidade  de ampliar os horizontes e enxergar novos percursos. 

Chegamos ao fim de mais uma curva dessa trajetória, hoje encerramos a  disciplina Tecnologias Digitais do Ensino, compreendendo principalmente que a tecnologia, quando incorporada em uma concepção de ensino colaborativa, não é uma ferramenta, mas a mediação do processo educativo. Dentre tantos conceitos explorados em cada PBL, como cibercultura (Levy, 1991), sociedade em rede (Castells, 2007), cultura digital, interação e interatividade (Pimentel, 2017), ludicidade (Luckesi, 2014), ficam também as inquietações que precisam de um mergulho mais profundo, seja para compreender ou para avançar, e nessa trilha destaco a leitura de Álvaro Vieira Pinto, esta precisarei reler algumas vezes pela complexidade, em contra partida as leituras de Pimentel me acompanharão pela linguagem objetiva, a qual parece ouvi-lo enquanto leio. 

Aprender por meio dos PBL foi um desafio constante, seja pela quantidade de leituras semanais ou pela diversidade de atividades, muitas vezes desconhecidas que exigiram um estudo sobre o artefato paralelo ao estudo dos conceitos, no entanto os desafios foram superado com a interação vivenciada nos grupos e a mediação constante do professor e dos colegas responsáveis por cada condução. 

Reconheço que como em todo trajeto, as vezes se faz necessário recalcular a rota. Ao finalizar este caminho levo a certeza que de para cada leitura, para cada objetivo serão necessárias estratégias diversificadas e ter insistido no mesmo método de estudo pode ter consumido tempo e energia para além do que deveria. 

Grata aos colegas e ao professor por tudo que aprendi, finalizo com a certeza de que a incorporação das tecnologias nos ambientes educativos é de grande necessidade e que a cada planejamento, o artefato  escolhido seja alinhado com objetivo a ser alcançado. 

segunda-feira, 8 de junho de 2026

Mapeando a Formação Docente





A cada novo ciclo de Aprendizagem Baseada em Problemas (PBL), somos desafiados a traçar metas e alcançar novos objetivos. Neste percurso, o nosso mais recente desafio foi a construção de um mapa cartográfico — processo enriquecido pelas diretrizes da cartilha Cartografia - RIEH - UFAL (2026), material essencial para fundamentar e concretizar nosso estudo.
A partir da análise documental, conseguimos mapear a articulação entre o currículo e a formação docente por meio de três linhas fundamentais:
A linha dura (O que já está posto)
Representa as bases estruturais e obrigatórias que balizam a educação superior:
  • Resolução CNE/CP Nº 4/2024: Estabelece as Diretrizes Curriculares Nacionais (DCN), instituindo a base comum obrigatória para as licenciaturas.
  • Rigidez de Carga Horária: Exigência mínima de 3.200 horas distribuídas de forma fixa (880h de formação geral, 1.600h de conhecimentos específicos, 320h de extensão e 400h de estágio).                        
As linhas maleáveis (Ajustes dentro da estrutura)
São as margens  que permitem flexibilizar a prática sem romper com o modelo instituído:
  • Desenvolvimento de Competências: Foco na mobilização prática de Conhecimentos, Habilidades e Atitudes para mitigar problemas complexos, superando a barreira da teoria pura.
  • Fluência Digital por Experimentação: Apropriação das Tecnologias Digitais (TDs) por meio do uso diário, contínuo e prático na rotina docente, indo além dos cursos formais.
As linhas de fuga (Novas formas de aprender e ensinar)
Onde a inovação acontece e novos paradigmas ganham vida:
  • Trocas entre Pares: Aprendizado orgânico e informal gerado por conversas cotidianas e compartilhamento de experiências reais entre colegas de profissão.
  • Quebra do Paradigma Presencial: A cibercultura atua como ponto de inflexão, sobrepondo o espaço virtual ao físico e exigindo uma reavaliação total do que entendemos por formação.
Compreender essas linhas nos permite visualizar não apenas os limites da formação docente, mas também os caminhos abertos para a transformação pedagógica.

Entre linhas, infâncias e percursos: encerrando mais um capítulo

  Enquanto a tela exibe o blog, o olhar se perde para além do artefato, atravessando corredores, caminhos e paisagens. Talvez seja exatament...