Cheguei à universidade para mais uma aula de Tecnologias Digitais do Ensino carregando sentimentos ambivalentes: expectativas e angústias caminhavam lado a lado. A expectativa de aprender novos conceitos, conhecer outras teorias e descobrir diferentes artefatos tecnológicos sempre desperta entusiasmo. Entretanto, a inquietação diante da profundidade teórica exigida também se faz presente, especialmente quando o desejo é sempre entregar o melhor.
“Quem vai sozinho vai mais rápido, quem vai em grupo vai mais longe.” Foi com essa reflexão, acompanhada de fragmentos de uma imagem distribuídos entre a turma, que iniciamos a aula. Ao montar o quebra-cabeça, fomos convidados a revisitar nosso compromisso construído anteriormente: participar, colaborar e aprender coletivamente.
A atividade também nos provocou a pensar: o framework utilizado contribuiu para a resolução do problema proposto? Ou a prática acabou se sobressaindo aos conceitos teóricos? Questões que nos levaram a refletir sobre a relação entre teoria, prática e aprendizagem.
E então seguimos para mais um PBL. Dessa vez, os conceitos e referências despertaram conhecimentos construídos ao longo da graduação. A angústia, pouco a pouco, deu lugar à empolgação.
O desafio agora era construir um jogo. Algo que faz parte do cotidiano de quem atua na Educação Infantil, mas que, desta vez, exigia um novo olhar: mudar o público-alvo. O desafio deixou de ser pensar como professora da infância e passou a exigir a perspectiva de uma docente do Ensino Superior, propondo um jogo voltado para professores em formação inicial, articulando ludicidade, cultura digital e aprendizagem.
Mais do que desenvolver uma atividade, o desafio é ressignificar práticas, ampliar perspectivas e compreender que aprender também é transitar entre incertezas, descobertas e reconstruções.

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